Uma das muitas anedotas usadas para criticar os economistas diz que um deles se encontrou numa ilha deserta com um engenheiro e um químico, tendo apenas uma lata fechada com comida. O engenheiro sugere um sistema de pesos e roldanas para abrir a lata, enquanto o químico pensa nos reagentes que possam dissolver a tampa. O economista resolve o problema concebendo um modelo que começa assim: "suponhamos que temos um abre-latas!"
[...]
Então qual a solução? Portugal mergulhou na crise passando 20 anos a fazer o contrário do que os economistas recomendam; não é provável que agora siga o que dizem. Mas se quiserem saber, a cura da crise é dieta no Estado e reestruturação da economia. A solução está em libertar as empresas e produção. Pode parecer estranho a quem só conhece anedotas, mas a boa teoria económica afirma que não há abre-latas fácil e a via para o progresso está na técnica, engenharia, química, etc.
João César das Neves, DN, hoje
Quanto a este excerto, há alguns reparos que gostaria de fazer. A saber:
a) O problema do químico é o reagente também "dissolver" a comida que está na lata!
b) O economista não resolve o problema de abrir a lata com um modelo!
c) Nem todos os economistas são bons ou recomendam o mesmo. Há 20 anos era 1.º ministro um economista. Há 7 anos que o presidente da República é um economista.
d) A cura e a solução propostas são muito vagas. É preciso propor medidas concretas.
e) É bom ver reconhecido que a via para o progresso está na técnica, engenharia, química. Mas só o reconhecimento não chega...
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Estupidez - Resposta a Paulo Varela Gomes
"...o procedimento científico é o seguinte: suponhamos que o leitor está a ver uma parede à sua frente. Olha, aprecia e determina: é uma parede. Mas um cientista não pode fazer isso. Tem que provar. Uma solução é dar uma grande cabeçada no objecto (...). Sem este método experimental não há ciência. Uma vez partida a cabeça, é preciso testar outra vez, porque uma prova não chega. Arranja-se mais um valente lenho na testa e já se pode publicar um artiguito numa revista internacional, dessas, das certificadas. (...)
Isto é assim nas ciências exactas (...)"
Este exemplo apresentado por Paulo Varela Gomes ("Estupidez", Público, 4 Junho) dá vontade de rir, mas, na minha opinião, não traduz o que se passa na Ciência.
1.º, seria fantástico se todos os "leitores" vissem a verdade científica: "é uma parede". Perante uma parede, uns vêem um muro, outros, um poste, outros, uma porta, etc.
2.º, O método utilizado ("a cabeçada") para provar que é uma parede não serve. Os cientistas têm de encontrar um método adequado, para conseguirem dar uma resposta fiável. "À cabeçada", a resposta tanto poderia ser um muro, um poste, uma porta, etc.
Isto é assim nas ciências exactas (...)"
Este exemplo apresentado por Paulo Varela Gomes ("Estupidez", Público, 4 Junho) dá vontade de rir, mas, na minha opinião, não traduz o que se passa na Ciência.
1.º, seria fantástico se todos os "leitores" vissem a verdade científica: "é uma parede". Perante uma parede, uns vêem um muro, outros, um poste, outros, uma porta, etc.
2.º, O método utilizado ("a cabeçada") para provar que é uma parede não serve. Os cientistas têm de encontrar um método adequado, para conseguirem dar uma resposta fiável. "À cabeçada", a resposta tanto poderia ser um muro, um poste, uma porta, etc.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
A regra da invasão, sob a rede, do campo adversário
No meu tempo de atleta federado, não era permitido ao voleibolista pisar a linha, sob a rede, que divide o campo de voleibol. Actualmente, é permitido passar para o campo adversário, desde que esse movimento não perturbe a acção dos jogadores adversários. Ora esta regra é interessante para a competitividade do voleibol, mas pode colocar em causa a integridade física dos voleibolistas. Um exemplo da infelicidade da aplicação desta regra foi a lesão grave de Roberto Reis, no passado fim-de-semana, por causa da acção de um jogador da equipa contrária, no caso, Hugo Gaspar. Bem sei que não há intenção de magoar, mas essa conduta repetida é demasiado agressiva e intimidatória numa modalidade em que era apanágio não haver contacto físico entre jogadores. Assim, julgo que os árbitros devem ter um papel importante no sentido de dissuadirem os jogadores de abusarem dessa conduta.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
"O futuro do voleibol nacional é negro"
Questionado pelo sítio Sovolei sobre o futuro do voleibol nacional, João Brenha, actual treinador do Sp. Espinho, respondeu: "Negro. A formação quase que não existe e os problemas financeiros são um dado adquirido. Vivemos num país limitado a vários níveis. Uma aldeia".
domingo, 1 de agosto de 2010
Voleibol na TV para todos
Quando recentemente Portugal se sagrou vencedor da Liga Europeia, os comentários dos internautas eram unânimes em dar os parabéns a Juan Diaz e aos jogadores e em lamentar a não transmissão da final dessa prova na televisão pública. Ora essa fase final da Liga Europeia foi transmitida pela Sport TV, uma vez que este canal codificado detém, há vários anos, o exclusivo nas transmissões televisivas de voleibol em Portugal, sejam jogos da selecção nacional ou das principais equipas portuguesas.
Imaginem o que seria se todos os jogos da 1.ª Liga Nacional de futebol fossem transmitidos exclusivamente num canal codificado, sem direito sequer a resumos nos canais abertos. Ora o voleibol não pode ser tratado como um desporto elitista, em que só os assinantes de um canal codificado podem ter a oportunidade de acompanhar os melhores momentos do voleibol português. O voleibol é um desporto para todos e deve surgir, regularmente, na TV, acessível a todos, a exemplo do que acontece com o andebol, o triatlo, o surf, o futsal, o ténis e o atletismo, que não prescindem de ter um espaço na RTP2. Curiosamente, algumas destas modalidades registam um maior crescimento e um maior reconhecimento público.
O voleibol precisa de divulgação mais alargada para trazer mais e melhores patrocínios para os clubes e mais adeptos interessados na modalidade.
Imaginem o que seria se todos os jogos da 1.ª Liga Nacional de futebol fossem transmitidos exclusivamente num canal codificado, sem direito sequer a resumos nos canais abertos. Ora o voleibol não pode ser tratado como um desporto elitista, em que só os assinantes de um canal codificado podem ter a oportunidade de acompanhar os melhores momentos do voleibol português. O voleibol é um desporto para todos e deve surgir, regularmente, na TV, acessível a todos, a exemplo do que acontece com o andebol, o triatlo, o surf, o futsal, o ténis e o atletismo, que não prescindem de ter um espaço na RTP2. Curiosamente, algumas destas modalidades registam um maior crescimento e um maior reconhecimento público.
O voleibol precisa de divulgação mais alargada para trazer mais e melhores patrocínios para os clubes e mais adeptos interessados na modalidade.
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