Uma das muitas anedotas usadas para criticar os economistas diz que um deles se encontrou numa ilha deserta com um engenheiro e um químico, tendo apenas uma lata fechada com comida. O engenheiro sugere um sistema de pesos e roldanas para abrir a lata, enquanto o químico pensa nos reagentes que possam dissolver a tampa. O economista resolve o problema concebendo um modelo que começa assim: "suponhamos que temos um abre-latas!"
[...]
Então qual a solução? Portugal mergulhou na crise passando 20 anos a fazer o contrário do que os economistas recomendam; não é provável que agora siga o que dizem. Mas se quiserem saber, a cura da crise é dieta no Estado e reestruturação da economia. A solução está em libertar as empresas e produção. Pode parecer estranho a quem só conhece anedotas, mas a boa teoria económica afirma que não há abre-latas fácil e a via para o progresso está na técnica, engenharia, química, etc.
João César das Neves, DN, hoje
Quanto a este excerto, há alguns reparos que gostaria de fazer. A saber:
a) O problema do químico é o reagente também "dissolver" a comida que está na lata!
b) O economista não resolve o problema de abrir a lata com um modelo!
c) Nem todos os economistas são bons ou recomendam o mesmo. Há 20 anos era 1.º ministro um economista. Há 7 anos que o presidente da República é um economista.
d) A cura e a solução propostas são muito vagas. É preciso propor medidas concretas.
e) É bom ver reconhecido que a via para o progresso está na técnica, engenharia, química. Mas só o reconhecimento não chega...
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
domingo, 10 de março de 2013
Química explosiva
Requisitei, na secção juvenil da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, um livro intitulado "Química explosiva" (do inglês, "Chemical Chaos"), escrito por Nick Arnold. Como refere o autor, neste livro pode-se "conhecer os segredos de alguns químicos malucos e das suas não menos estranhas descobertas". Uma das histórias relatadas no livro é a de Sir Martin Frobisher (1537-1596) que encontrou, no deserto de gelo da ilha de Buffin, rocha dourada. Como um alquimista lhe disse que se tratava de ouro, Frobisher voltou à ilha e trouxe, de uma vez, 180 toneladas de rocha dourada e, noutra expedição, 1180 toneladas. Foi então que se descobriu tratar-se de pirite, que ficou conhecida como o ouro dos tolos.
Contudo, a história mais surpreendente não foi escrita por Nick Arnold. Passo a contar: no verso da capa deste livro, encontrei a seguinte mensagem, escrita com uma boa caligrafia: "91989.... Gatinha procura-se, sou bonito e muito bom rapaz :)". Quem se lembraria de utilizar um livro de Química para procurar um animal felino?
Contudo, a história mais surpreendente não foi escrita por Nick Arnold. Passo a contar: no verso da capa deste livro, encontrei a seguinte mensagem, escrita com uma boa caligrafia: "91989.... Gatinha procura-se, sou bonito e muito bom rapaz :)". Quem se lembraria de utilizar um livro de Química para procurar um animal felino?
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Equipa portuguesa medalhada na Olimpíada Ibero-Americana de Química
Os quatro representantes de Portugal na XVII Olimpíada Ibero-Americana de Química, que decorreu em Santa Fé, na Argentina, de 23 de Setembro a 1 de Outubro, obtiveram as seguintes medalhas:
Ricardo Rodrigues (Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico Emídio Garcia - Bragança)- medalha de prata;
Catarina da Cunha e Silva Martins Costa (Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico Soares Basto - Oliveira de Azeméis), Maria Carolina Amoedo Gonçalves (Escola Secundária Infanta D. Maria - Coimbra) e João Pereira (Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico de D. Inês de Castro de Alcobaça - Alcobaça) - medalhas de bronze.
As Olimpíadas Ibero-americanas de Química reúnem estudantes do ensino secundário de 14 países, incluindo Portugal, Espanha, Brasil, Argentina, México e Cuba, entre outros. A participação portuguesa iniciou-se em 2001 e desde 2002 que os estudantes portugueses obtêm medalhas (ouro, prata e bronze) e menções honrosas, mas este é o primeiro ano em que uma equipa completa de quatro elementos regressa a Portugal totalmente medalhada.
Ricardo Rodrigues (Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico Emídio Garcia - Bragança)- medalha de prata;
Catarina da Cunha e Silva Martins Costa (Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico Soares Basto - Oliveira de Azeméis), Maria Carolina Amoedo Gonçalves (Escola Secundária Infanta D. Maria - Coimbra) e João Pereira (Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico de D. Inês de Castro de Alcobaça - Alcobaça) - medalhas de bronze.
As Olimpíadas Ibero-americanas de Química reúnem estudantes do ensino secundário de 14 países, incluindo Portugal, Espanha, Brasil, Argentina, México e Cuba, entre outros. A participação portuguesa iniciou-se em 2001 e desde 2002 que os estudantes portugueses obtêm medalhas (ouro, prata e bronze) e menções honrosas, mas este é o primeiro ano em que uma equipa completa de quatro elementos regressa a Portugal totalmente medalhada.
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